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Awake

Para um jovem que tinha tudo – dinheiro, uma bela mulher e uma lucrativa carreira, o que Clay Beresford mais precisa é de um transplante de coração que vai salvar sua vida. Quando encontra o doador, sua alegria se transforma em terror, e ele experimenta uma situação que poucos imaginaram: apesar de anestesiado, fica completamente acordado durante a cirurgia, sem poder se mexer mas enxergando cada detalhe. Neste thriller baseado em um assustador fenômeno médico, as coisas se tornam sinistras à medida que a má prática da medicina começa a parecer tão monstruosa quanto um assassinato.

É aí? Ficou curioso pela descrição do filme?
Eu também! E ontem à noite (finalmente) pude assisti-lo e agora posso contar um pouco do que achei.

Resumindo: assim que tiver a chance, alugue, baixe, pegue emprestado com um amigo, mas de alguma forma assista! É simplesmente surpreendente do primeiro ao último frame. A começar pelo elenco (quase desconhecido) que tem Jessica Alba, a mulher invisível (que não passa despercebida) do Quarteto Fantástico, tem o cara que fez o Minkowski de LOST (ele era o cara louco que morreu no cargueiro numa viagem no tempo, lembra?) e ainda por cima a eterna Irina Derevko, que você provavelmente não lembra, mas que era a mãe da Sidney Bristow de ALIAS.

Agora, vamos à história. Pelo trailer parece, digo parece, uma história de amor, de drama... Mas lá pelos 30 minutos de filme você descobre que não é bem isso. Não é mesmo. E é aí que a “graça” do filme começa. É uma revelação atrás da outra e você não consegue piscar o olho, meio que não acreditando que tudo aquilo esteja acontecendo. Pô! O cara está sofrendo um transplante de coração e mesmo sedado está ouvindo e sentindo tudo. Sério. Alguém consegue imaginar como deve ser sentir isso? E olha que é um fato! Existe mesmo um (pequeno) número de pessoas que mesmo sob anestesia, não fica sedado.

Enfim, não vou me prolongar. Não pense que a história é apenas sobre isso porque ela vai além e quando você menos esperar mais uma revelação vem à tona.

Com certeza, vale a pena ficar acordado para assistir (sentiu o trocadilho?).

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Sozinho com você mesmo


Enquanto aproveito o meu dia de foça feliz (aquele dia em que você fica jogado na cama por pelo menos 12h) resolvi assistir NUMB, um filme com o Mathew Perry (ex-Chandler de Friends) que praticamente não existe: nunca ouvi falar e nem vi em cartaz nos cinemas ou sequer na locadora. Mesmo assim não pensei duas vezes antes de assistir.

O filme é um drama sobre um cara (Hudson/Mathew Perry) que sofre de uma síndrome chamada despersonalização. Essa doença faz com que ele se sinta totalmente deslocado do mundo, como se estivesse de longe assistindo a tudo que acontece ao seu redor fazendo de si um total fracasso – não consegue sair de casa, se relacionar ou até mesmo terminar de escrever o seu livro.

No filme, o tempo todo ouvimos Hudson contar a sua vida e tentar descobrir a cura para a sua doença que na verdade parece não ter cura. E de tudo isso o mais interessante foi descobrir que a cura de verdade era a sua própria mente.

Tudo nos leva a crer que ele sequer tinha essa síndrome. Aliás, ele adquire todos os sintomas quando acredita que está doente e isso o leva a situações que acabam por desmoronar a sua vida social.

Se eu pudesse resumir o filme, diria: sozinho com você mesmo.

A mente pode ser uma armadilha na vida de qualquer pessoa. As coisas andam tão tumultuadas que as pessoas simplesmente se esbarram durante o dia e sequer se importam umas com as outras.

Hoje, você em questão de segundos consegue ajuda para se suicidar na internet de pelo menos quatro formas: a mais cara, a mais barata, a mais dolorida e a menos dolorida. E tudo isso com centenas de pessoas te assistindo e “apoiando”. Nenhuma realmente se importando. É um mundo cruel e sombrio lá fora e que a cada dia torna as pessoas mais presas dentro de si mesmas.

Mesmo assim ninguém deveria permanecer sozinho ou buscar a solidão. Fomos feitos para viver e buscar experiências juntos e isso, já dizia até mesmo o sábio (e louco) Don Miller através da história de Don, o astronauta no livro Como os pinguins me ajudaram a entender a Deus.

Bom fim de feriado para os cariocas e até mais!