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Obama para prefeito?


De volta para falar pela primeira vez ever de... POLÍTICA!
Pois é, ontem, enquanto voltava para o meu humilde lar, me deparei com imagens que incomodaram profundamente o meu sensor de agressão visual: dezenas de plaquinhas espalhadas entre calçadas, casas e morros mostrando os nossos candidatos a vereadores e prefeito. Na hora me deu vontade de me esconder e aderir ao movimento: Não voto em quem faz campanhas tão pobres de criatividade!

Damn it! Queria que o Obama fosse canditado a prefeito da minha cidade e meu voto não seria dele só por ele ser um cara gente boa, mas pelo investimento que ele fez em publicidade na sua campanha. O cara criou praticamente um mundo só dele, o que muitos já chamam de Obamaverse.

Desde uma campanha digna e inovadora na internet em várias redes sociais até as mais inusitadas formas de atingir o povo americano entrando na vida de cada um, sem dúvidas ele foi um grande inovador nesse sentido e atingiu muito mais pessoas que qualquer outro canditado poderia atingir.

Enquanto isso no Brasil... temos várias leis que impedem os candidatos de se manifestarem na internet (que para Obama, foi o seu melhor canal de publicidade) e também temos a falta de criatividade para atingir as pessoas.

Hello! Até quando veremos mulheres na faixa dos 40 anos batendo de porta em porta entregando jornaizinhos do canditado, distribuindo adesivos (super precários), camisas (ainda mais precárias)... Isso é coisa do passado e até agora eu não vi nenhum sinal de criatividade da parte dos canditados da minha cidade. É desanimador!

Dia desses fui visitar os sites de alguns canditados e meu Deus, dava pena de ver o que os carinhas faziam no Front Page...

Enfim, se você souber de algum caso de criatividade nas campanhas eleitorais do Brasil, por favor me avise e vamos nos unir ao movimento: Não voto em quem faz campanhas tão pobres de criatividade!

Links (in)úteis de alguns candidatos brasileiros:
* Vale a pena como diversão
- Walmir Vítor (vereador)
- Cida Diogo (deputada estadual)

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Como aproveitar o buzz na sua Igreja

Antes de começarmos, uma definição de buzz marketing:

Conforme Arthur D. Little, "trata-se de uma das novas estratégias de marketing que encoraja indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de marketing para outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas”.

Resumindo...
O buzz marketing aproveita toda a falação em volta de um assunto para se multiplicar.

Um exemplo ultra-mega-hiper-plus bacana é a série de sermões que a LifeChurch criou pegando carona na popularidade do retorno do Indiana Jones. Eles simplesmente recriaram vários cenários inspirados no filme na própria Igreja com direito a trailers e vários outros apetrechos que você confere aqui.


Entrada da Igreja

O resultado? Uma campanha forte que invade não só a Igreja física como a sua extensão pela internet tornando a série de sermões conhecida por todos e ainda atraindo a atenção de muitos outros graças às referências à fama do Sr. Jones.

No Brasil talvez seria pecado.
Não duvido. Muitas Igrejas ainda são fechadas no que diz respeito a pegar carona na mídia secular para promover eventos da própria Igreja, mas isso já é normal em muitos outros países.

É uma ótima estratégia que ajuda a tornar a imagem da Igreja (que geralmente é associada a tudo que é o oposto da mídia) em algo moderno e mutável. O apóstolo Paulo era assim. Ele sabia moldar a sua mensagem aos vários tipos de pessoas de forma que pudesse alcançar a muitos.

Em geral gosto de aproveitar o buzz nos meus trabalhos. De cara, quando alguém vê uma campanha baseada em um filme por exemplo começa a comentar com outras pessoas gerando um boca-boca muito positivo.

Mas tudo tem um lado negativo.
É preciso saber bem no que está buscando a sua inspiração. Em 2004, realizamos o Congresso Os Intocáveis pegando carona no filme Os Incríveis e utilizamos a logo deles em nossas camisas e cartazes. Resultado: tivemos que recolher tudo e refazer todas as artes para tirar a “logo demoníaca” da Disney que vários irmãos insistiram em pedir.

Um exemplo positivo.
Na minha Igreja aproveitei o tema Indiana para criar a arte da Festa da Arca. Eu quis fugir ao máximo de tudo que pudesse remeter às crianças, já que é uma balada para jovens e adolescentes... No fim, parece que deu certo.

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Broadcast

Depois de um (longo) tempo sumido estou de volta para (mais uma vez) falar de marketing na Igreja. E dessa vez vamos voltar a falar de sermões: Como torná-los disponíveis para o mundo inteiro?

Na era da internet e dos gadgets (mp3, vídeos no celular) transformar uma pregação local (da sua Igreja) acessível para o planeta todo é algo fácil, simples e demanda pouco investimento ($$). Antigamente para que isso acontecesse os pregadores tinham de viajar o mundo inteiro, hoje você pode fazer um clique e pronto!

Vamos por partes:

Transforme o esboço num artigo curto, criativo e objetivo.
Na internet as pessoas lêem em média 10 linhas de um texto, depois disso ou param de ler ou começam a cortar pedaços para chegar mais rápido ao final. Pegue o esboço do seu sermão e crie um artigo que inspire as pessoas.

Grave o áudio e envie para a web como mp3.
Eu faço isso semanalmente. Baixo algumas pregações estrangeiras, coloco no meu U9 e sempre que sobra um tempo começo a escutar. Você pode gravar os sermões da sua Igreja num cd e em seguida disponibilizar para download. Mesmo que sua Igreja não tenha um site, existem vários diretórios. Mas atenção – edite sempre antes. Algumas partes não são necessárias, não são interessantes ou estão com redundâncias. O tempo médio ideal é de 30 minutos, senão fica cansativo.

Transmita via internet.
Na minha Igreja fazemos a transmissão semanal dos cultos de quinta feira e domingo, tudo ao vivo e com a opção de reprise durante 24h por dia. Com isso os nossos missionários de Portugal, Espanha, Argentina e Mali têm estado em contato conosco e vários cristãos e não cristãos dos EUA e outros países. O valor é meio alto, em média o streaming custa R$400,00 mensais, mas existem opções até gratuitas na internet com qualidade menor, mas que são bem úteis também.

Aproveite essa oportunidade e faça com que mais pessoas sejam alcançadas com facilidade e baixo custo.

Alguns exemplos bacanas:
- Culto ao vivo da minha Igreja
- Projeto 7|22
- Mensagens em MP3 da Lagoinha

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Blogalize!

Nesta sexta, pós-feriado, vamos continuar falando de marketing e Igreja.
O assunto da vez é são os blogs!

O poder dos blogs

Hoje em dia os blogs têm gerado (ainda mais) polêmica. O motivo é simples: a cada dia que passa eles se tornam um referencial maior na busca de notícias. Por exemplo, quando queremos comprar um novo celular, onde pesquisamos informações realmente relevantes? Nos blogs!

E por que eles são tão poderosos? Porque quem gerencia um blog de sucesso exerce uma incrível influência sobre a sua rede de leitores que confiam profundamente em sua opinião. Logo, quem confia nessa rede de leitores também passa a dar créditos ao que o blog diz. Além disso, a linguagem utilizada nos blogs é menos formal, mais acessível e, digamos assim, mais interessantes.

Eu mesmo, passo mais tempo lendo as notícias postadas nos blogs do que nos grandes portais. A tendência é tão forte que grandes jornais como O Globo e grandes sites como a globo.com têm investido pesado na criação de blogs nas mais diversas áreas.

Criar um blog da sua Igreja não é a solução

Como assim, não é a solução? É o seguinte: um blog tem que ser pessoal e o menos comercial possível. Criar um blog para a sua Igreja seria abranger muitas coisas ao mesmo tempo e essa idéia já tem nome – site.

A melhor solução nesse caso é criar o blog do seu pastor, onde ele compartilha o que tem vivido, comenta seus próprios sermões e interage com outros membros da Igreja e até mesmo de outras denominações. É uma forma de torná-lo mais humano e menos amedrontador. É uma forma de mostrar que ele é muito mais do que “apenas” um pregador.

Mas antes de qualquer coisa, é bom analisar a realidade da sua Igreja. Na minha, por exemplo, o pastor presidente ainda entrega as suas matérias semanais escritas à mão porque não consegue usar o Word ou sequer enviar um e-mail.

Caso esse não seja o seu caso, abaixo segue algumas dicas:
- O blog não é uma agenda de eventos da Igreja.
- O blog não é um site.
- O título deve ser simples (não leve em conta o título deste blog).
- O conteúdo deve ser curto. Eu diria no máximo 20 linhas dependendo da matéria.
- No blog inspire os leitores a comentar.
- Busque interação com outros blogs da mesma área.
- Busque conhecimento e inspiração nos blogs de pastores estrangeiros.
- Caso queira abordar várias temas, crie mais de um blog.

Dicas de blogs no Brasil:

Blog do Projeto Diga ao Mundo: em vez de criar notícias e matérias sobre tudo que fazemos, resumimos isso em pequenos textos com muita interação através de fotos, vídeos e links.

Blog da Ana Paula Valadão: a soluação foi legal, ao invés de um blog do Diante do Trono inteiro, um blog da líder. Os textos eram extremamente longos, mas agora estão menores e com mais imagens.

Blog do Ministério de Comunicação da Lagoinha: um segmento legal envolvendo publicidade e igreja. Pena que as matérias são quase sempre desnecessárias ou meio sem nexo.

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Séries de sermões

Criar séries de sermões não é algo comum nas Igrejas brasileiras, mas nos EUA e em vários países estrangeiros é algo bem recorrente. Cada série dura geralmente entre duas a cinco semanas.

Como funciona: o pastor da Igreja surge com um tema que é geralmente associado à atualidade e com o que tem gerado um buzz na mídia e a partir daí inicia uma série de sermões. A cada semana uma nova visão é abordada e vários recursos utilizados – desde convites à vídeos e hotsites.

Por que criar uma série? Na verdade, sem que saibamos, fazemos muito isso. Por exemplo, o pastor da minha Igreja vem falando nos últimos três domingos sobre autoridade. Logo, ele poderia ter dado um título geral e feito uma campanha.

Mas, por que criar?

- Porque se a sua Igreja vende DVDs dos cultos (como a minha faz), criar uma série estimula a venda de pacotes de DVDs sobre aquele tema, gerando um lucro maior e ainda por cima alcança mais pessoas.

- Porque uma série de sermões estimula o membro da Igreja a não perder os cultos e acaba o envolvendo mais profundamente sobre o assunto.

- Porque é uma oportunidade de trazer visitantes e mantê-los na Igreja durante as semanas do sermão.

- Porque é uma forma de mídia. Quando você cria um título atraente e atual para a série isso começa a gerar um boca a boca na cidade com as pessoas comentando e como ele dura várias semanas, quem perdeu a primeira pode ir na segunda e comprar o DVD da primeira.

ESTUDO DE CASO: THE WARRIOR

Mais uma vez vamos citar a Life Church. Para a Páscoa deste ano eles criaram a série The Warrior (O Guerreiro) que durou cinco semanas. Para a divulgação eles investiram no conceito dos filmes chineses e trouxeram isso para uma perspectiva cristã falando da importância do cristão de manter firme e lutar pelos seus sonhos.

Mídias utilizadas:
Convites.
Fortune cookies - aqueles biscoitos que ganhamos nos restaurantes chineses que ao quebrarmos recebemos um bilhete, que supostamente traz sorte. Mais uma referência à China.
Muro pintado - pintaram na entrada da Igreja com grafite uma réplica da logo e do guerreiro criado para a divulgação.
Vídeo - no vídeo nada de muitas explicações, apenas um versículo adequado ao tema e várias frases de impacto.
Venda de DVDs com toda série e transmissão online.

--> Clique aqui e assista à série!

UM EXEMPLO VERDE-AMARELO


Um (ótimo) exemplo de séries de sermões no Brasil são as criadas pelo Projeto 242. Praticamente todas as reuniões deles são criadas com um tema que duram algumas semanas. Cada tema sempre é divulgado pelo site.

Links de Igrejas e Projetos que realizam séries:
7|22 - www.722.org
Southridge Church - www.southridgechurch.ca
Generation Church - generationchurch.org

E você? Conhece algum outro exemplo? Realiza séries em sua Igreja?
Comente!

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Marketing x Igreja

A partir de hoje o blog ganha uma nova seção: Marketing x Igreja onde irei abordar alguns cases publicitários interessantes feito por Igrejas e também mostrarei outros totalmente descartáveis. Preparado?

Para início de conversa vamos falar dos banners, freqüentemente chamados de faixas em nossas Igrejas onde pintamos (às vezes porcamente) uma frase divulgando o próximo evento.

Confira abaixo um exemplo:


O que podemos ver de errado:

1. Hello! Estamos em pleno século XXI e ainda pintamos em panos anunciando um evento?

2. Você tem noção da quantidade de faixas como estas que estão espalhadas pela rua da sua Igreja anunciando o forró de sábado ou o baile do Créu de domingo? O que faz a sua ser diferente? Só porque ela fala de Jesus não quer dizer que ele irá se destacar como se tivesse luzes piscando em volta.

3. Até quando iremos focar os nossos anúncios em frases sensacionalistas para atrair as pessoas? O evangelho é muito mais simples (e eficaz) do que isso.

4. Uma mensagem mal expressada, não só gera uma interpretação errada como também acaba por ridicularizar a sua Igreja. Não importa se é um bairro mais “humirde” ou não. Jamais devemos abrir mão do bom e velho português.

Agora, vamos a um caso bem executado:

Campanha da LifeChurch

Vamos decifrá-lo:

1. Primeiramente houve um investimento na qualidade do material usado. Não pense que foi caro de mais. Um banner neste estilo aqui no Brasil num tamanho reduzido pode sair em média por R$100,00.

2. Alguém enxerga o nome gigantesco da Igreja? Ou o horário dos sete cultos diários? Não. A simplicidade foi o grande trunfo. Eles utilizaram apenas a cor oficial da Igreja, uma frase de impacto, um único tipo de fonte e o endereço do site (que leva a pessoa até todas as informações da Igreja). Por quê? Porque quem passa por aquele banner não precisa receber um manual de como ser cristão, basta chamar e cativar a sua curiosidade sem usar a linguagem igrejês. Assim, quando ele acessar ao site se sentirá confortável em buscar mais informações.

3. Criatividade. Para essa campanha eles utilizaram as seguintes frases em diferentes banners:

A LifeChurch (nome da Igreja) está me matando.
A LifeChurch me dá nojo.
Eu fui roubado na LifeChurch.
Faça um boicote à LifeChurch.

Repare na ironia usada em cada frase e em como elas chamam a sua atenção. Ao fim de cada uma vem a assinatura do autor: Satã. As frases mostram a influência e autoridade da Igreja sobre o inferno.

Conclusão:
Deus é o maior designer da história, Ele é o cara mais criativo do mundo! E você acha que Ele não quer te ajudar a criar campanhas a essa altura? Tudo depende de você e da sua disponibilidade de buscar algo novo e criativo direto da fonte.