Fora do ritmo

A Igreja é um lugar engraçado. Literalmente engraçado.
Bem, pelo menos a minha Igreja é. E eu me divirto.

Na semana passada o pastor “modernizou” a pregação sobre o Espírito Santo com uma dinâmica simples (e manjada) envolvendo um copo dágua e uma jarra simbolizando o derramar do Espírito. Pronto! Isso foi motivo para eu ouvir uns 100 glórias a Deus ao mesmo tempo de emoção da galera que estava vendo.

Já, num outro dia, no Culto de Missões, o líder apresentou uma peça inovadora de tão tradicional que era sobre a crucificação de Jesus e ao invés de utilizar efeitos sonoros feitos no computador preferiu agachar perto do púlpito e emitir o som de cada chibatada no microfone, ali na frente de todo mundo.

E ontem, no culto mais uma pessoa me chamou a atenção: uma mulher de cabelos cacheados enormes, com uns 40 anos, que dançava de uma forma totalmente diferente. Eu estava sentado na galeria e quando olhava para baixo só conseguia reparar nela.

Enquanto uns apenas batiam palmas ela conseguia ir totalmente fora do ritmo dançando e adorando de verdade de uma maneira simples e sincera. Isso foi o suficiente para que em cada 10 minutos eu desse “uma conferida” nela pra ver o que ela estava fazendo.

Depois, quando cheguei em casa, fiquei pensando nela e na sua adoração um tanto quanto esquisita... Às vezes precisamos ficar fora do ritmo.

Os dias vão passando e nós pegamos tantas manias que nos impedem de oferecer algo novo pra Deus. É como quando alguém vai orar e todos instintivamente dão as mãos ou quando na hora das orações no culto fechamos os olhos. Isso não é algo obrigatório (ou não deveria ser).

Deus gosta de coisas novas e sabe que nós gostamos de tradição e talvez seja por isso que eu venha sendo tão desafiado a abrir mãos de algumas tarefas na Igreja, de alguns ministérios que vem sendo tão importantes pra mim.

Há tanta coisa nova para se experimentar, não podemos deixar que nossas tradições antigas e falsamente embasadas nos impeçam disso.

2 comentarios:

Reinam Ribeiro disse...

Uma vez vi uma irmã nova convertida dando um testemunho "Eu batia no meu marido, mas Jesus me libertou, ele tá ali de prova não é amor!?" E fez várias declarações que agora tudo ia ser diferente. Hahhaaha. Foi muito engraçado. Graças a Deus e amém.

Eduardo disse...

uns visuais irados no blogspot agora hein?

já era mais q tempo...