Michael Guglielmucci: o que eu tenho a ver com isso?


O pastor da Planet Shakers Church, Michael Guglielmucci, foi recentemente desmascarado. Faz dois anos que Michael afirmava ser um doente terminal. Chegou até mesmo a fazer shows com um tubo de oxigênio ligado ao nariz, o vídeo de um desses shows alcançou a marca de 300.000 acessos no YouTube, hoje porém no endereço deste vídeo vemos apenas a mensagem: "vídeo não está mais disponível." – se você é um dos poucos que ainda não sabe da história toda clique aqui.

Quando assisti ao vídeo/testemunho do Michael cantando HEALER na hora fiz o download pro meu celular e divulguei entre meus amigos... Sem dúvidas eu fui um daqueles milhares que se surpreenderam ao vê-lo cantar de forma tão esperançosa uma música que fala basicamente sobre cura.

Bem... essa imagem ainda continua na minha cabeça, mesmo após ter lido em dezenas de sites e comunidades que a sua doença era falsa.

Essa história me fez lembrar de algo que aconteceu há 15 dias na minha cidade: um dos cristãos mais influentes, um pastor de uma grande Igreja local, que tinha o seu próprio programa na rádio saiu do ar sem nenhuma explicação aparente.

O motivo? Eu fiquei sabendo uma semana depois - ele traiu a sua esposa e deixou a sua família alegando que se sentia sozinho em seu ministério. Essa notícia veio como uma bomba pra mim e para todos os cristãos e não cristãos que o conheciam e o tinham como exemplo. Foi arrasador...

Mas, o que fazer quando isso acontece? Quando cristãos influenciadores de multidões se revelam ser pessoas tão obscuras e cheia de segredos que os tornam péssimos exemplos a seguir? Como deixamos de ser referencial e passamos a ser motivo de tristeza?

São perguntas difíceis de se obter respostas, mas que revelam a nossa necessidade de sermos sinceros em tudo e deixar de lado a religião para seguir o lado da shining light que é Jesus.

O mundo lá fora acorda mais abalado a cada dia e não é só pelas guerras, mas também pela falta de princípios e pessoas em quem podemos confiar. Nós, como cristãos, precisamos apoiar uns aos outros e se dedicar ao máximo em fazer algo para mudar essa situação.

Não adianta se rebelar contra o Michael, nem contra esse pastor da minha cidade, mas adianta assumir o meu papel de cristão e me esforçar para não ser o modelo de cristão que esperam de mim e sim o modelo que Jesus me fez para ser e eu te garanto que esse modelo não inclui toda a cultura igrejês que criamos e que nos separam tanto das pessoas que mais precisam ouvir a verdade.

ATUALIZAÇÃO: Novidades sobre a história do Michael e seu primeiro depoimento -- aqui.

2 comentarios:

Everson disse...

Também escrevi sobre isso, e foi um fato que me marcou bastante, mas é possivel tirar lições disso tudo porque esse tipo de história acontece nas nossas igrejas muitas vezes, são máscaras que são criadas para aparentar santidade (ou superioridade). Tu não acha que isso tem relação com a série Dexter? hehehe

Abraços cara!

Bia disse...

O diabo tem poder pra arrasar mesmo com a vida de uma pessoa quando ela se entrega ao pecado, e a falta de arrependimento faz a situação piorar. Ainda bem que ele confessou, desfez a farsa e se arrependeu em vida. Seria bom que quem vive uma vida de mentira, numa suposta santidade, seguisse o exemplo, pois realmente é a verdade que nos liberta!